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sexta-feira, julho 04, 2014

D. António Manuel Moiteiro Ramos, novo Bispo de Aveiro

img01 «A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus

e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós» (2 Cor 13, 17)


            No momento em que se torna pública a minha nomeação para bispo de Aveiro, gostaria que as minhas primeiras palavras fossem as mesmas com que S. Paulo saudava os cristãos, e a mesma saudação com a qual, todos os domingos, iniciamos a celebração da Páscoa de Jesus. O que realmente dá sentido à comunidade cristã é a presença de Cristo Ressuscitado no meio dela, e que nos introduz no mistério do amor de Deus.
            Quando há dois anos iniciei o ministério episcopal, afirmei que a missão da Igreja não podia ser outra que a de proclamar o amor gratuito de Deus, a conversão ao Evangelho, o dom do Espírito, o Batismo para o perdão dos pecados e a formação de comunidades cristãs onde a fraternidade seja o selo da nossa identidade. Passado este tempo, estou verdadeiramente convicto de que sem comunidades cristãs vivas não há Igreja de Jesus.
            Para os próximos anos, o nosso horizonte pastoral deve ser o dinamismo criado pela Missão Jubilar que celebrou os 75 anos da restauração da Diocese e a recente exortação apostólica do Papa Francisco “A Alegria do Evangelho”. A missão da Igreja não é outra senão a de propor a toda a humanidade a alegria do Evangelho: «aqueles que se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo renasce sem cessar a alegria» (EG 1).
            Desejo, neste momento, saudar todos e cada um de vós que trabalhais na construção do reino de Deus na diocese de Aveiro: o Administrador Diocesano, Mons. João Gonçalves Gaspar, exemplo de amor e dedicação à Diocese; os sacerdotes e os diáconos, colaboradores próximos do bispo; os religiosos, enquanto sinal do mundo novo que todos somos chamados a construir; os leigos que se dedicam à obra da evangelização; as autoridades civis, académicas e militares que se empenham na busca do bem comum; sem esquecer aqueles que, pela doença ou pelas consequências do sistema social que impera, mais sofrem. Para todos endereço uma palavra de esperança e a certeza da minha colaboração na promoção da pessoa humana criada à imagem e semelhança de Deus.
            Uma palavra de muita estima e amizade para com o Senhor D. António Francisco, anterior bispo de Aveiro. Que a semente lançada á terra possa continuar a crescer e dar fruto abundante.
            Não posso deixar de manifestar o meu reconhecimento e gratidão à Arquidiocese de Braga, a minha comunidade de pertença nestes últimos tempos. Bem hajais pelo muito que significais para mim: a dedicação plena e acompanhamento do Senhor Arcebispo D. Jorge Ortiga; a amizade do clero e dos seminaristas; os religiosos, de um modo especial os contemplativos; e o número imenso de leigos com os quais contactei, nomeadamente nas visitas pastorais. Seria imperdoável não lembrar os jovens; para eles uma palavra de muita estima e carinho, reafirmando o incentivo e relembrando-lhes o que tantas vezes proferi nos encontros que tivemos: «O rosto da Igreja jovem sois vós».
            A todos peço que me ajudeis a concretizar, nas terras de Aveiro, o meu lema episcopal «É preciso que Jesus reine» (1 Cor 15, 25), para que Jesus reine efetivamente na Diocese, nas famílias e, primeiro que tudo, no nosso coração.
            Invoco a proteção de Santa Joana Princesa e, à Mãe do Evangelho vivo, convosco quero pedir que interceda por cada um de nós.
            Cultivemos a cultura da proximidade e rezemos uns pelos outros.

Aveiro, 4 de julho de 2014 (Festa da Rainha Santa Isabel de Portugal)
† António Manuel Moiteiro Ramos, Bispo eleito de Aveiro

segunda-feira, novembro 04, 2013

Mensagem à Diocese–D. António Francisco, Bispo de Aveiro

AF
 
Um mês depois
Na mensagem dirigida à Diocese no mês de Outubro, a minha primeira palavra voltava-se para Deus pedindo-Lhe bênção e ajuda para o Senhor D. António Marcelino. Um mês depois dirijo-me ao Senhor D. António Marcelino para que agora, junto de Deus, seja ele nossa bênção.
Quero agradecer a todos quantos cuidaram com desvelo do Senhor D. António Marcelino, durante a doença, e o acompanharam com dedicação, desde a família, aos sacerdotes e diáconos, aos médicos e enfermeiros, aos capelães e funcionários hospitalares. Expresso igual gratidão a todos quantos no momento da sua morte testemunharam, de formas tão próximas e atentas, presença de dedicação e de oração.
Todos esses gestos, que o coração de Deus guarda e recompensa, significam uma justa e merecida homenagem ao Senhor D. António Marcelino e testemunham uma sentida e sincera comunhão com a Igreja de Aveiro.
No próximo dia 9, precisamente um mês após a sua morte, vamos recordá-lo na evocação que o ISCRA (Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro) vai fazer e na reflexão sobre o pensamento social da Igreja no magistério do Senhor D. António Marcelino que a Comissão Diocesana Justiça e Paz vai promover. Concluiremos esse dia de evocação e de homenagem com a Eucaristia celebrada na Sé de Aveiro, às 19 horas.
Caminhada das bem-aventuranças
De 10 de Novembro a 25 de Dezembro, vamos viver, em união de toda a Diocese, a caminhada das bem-aventuranças. A proposta desta Caminhada pretende envolver cada um dos cristãos da Diocese: famílias, paróquias, serviços e movimentos diocesanos, bem como todas as comunidades religiosas aqui presentes.
As bem-aventuranças são mensagem central da boa nova de Jesus e escola onde o mundo deve aprender a ser mais justo, mais fraterno e mais feliz. Cada um de nós é importante para viver comprometido e empenhado na realização de gestos de misericórdia, mansidão, paz, fraternidade, escuta…porque este é o caminho da verdadeira felicidade. Neste caminho nunca vamos sozinhos…nunca estamos sós. Caminhamos como Povo de Deus e somos Igreja de Cristo. “Na barca da Igreja, eu sou…”.
O arco do tempo que envolve esta etapa da Missão Jubilar abre-nos à dinâmica do Advento; centra-nos na celebração do Dia da Missão e do Dia da Memória e orienta-nos para a alegria do Natal de Jesus. Daqui se vai projectar, continuar e ampliar no tempo o horizonte da vida e o dinamismo da acção pastoral da nossa Diocese a partir da Missão.
Ao fazermos de “redes e peixes” os símbolos desta Caminhada pastoral sabemo-nos chamados e sentimo-nos permanentemente enviados em missão com ousadia profética e novidade evangélica. “Faz-te ao largo; e vós lançai as redes para a pesca” ( Lc, 5, 4).
Felizes os chamados
Como primeiro momento da Caminhada das bem-aventuranças temos, de 10 a 17 deste mês, a Semana de promoção vocacional. Situa-se esta semana na semana dos Seminários. Aberta a todas as vocações e abrangente no seu espírito e programa, a Semana Vocacional volta-nos, de forma explícita e directa, para a vocação presbiteral.
Deus continua a interpelar muitos jovens. O desafio à radicalidade da vida e a vocação à missão caminham a par. Importa semear no coração humano a questão: “O que Deus quer de mim?”
Esta questão é uma interpelação incontornável. Mais do que uma pergunta que sou convidado a fazer, é o início de um processo com sentido e de um projecto de resposta que sou chamado a dar.
Esta é a hora do chamamento, a hora da vocação. Esta é a hora para escutar, para responder, para caminhar. Para muitos esta é a hora de descobrir a vontade de Deus e de iniciar um caminho! Para outros esta é a hora de prosseguir com acrescida alegria o caminho já iniciado!
Na génese do chamamento e no centro da vocação está sempre Jesus. Só em Jesus encontraremos a força da generosidade e o segredo da fidelidade: “Senhor, quero o que Tu queres, mesmo sem saber se posso, mesmo sem saber que quero”.
Jesus chama pelo nome. Um nome dito no silêncio. Escutado e entendido por entre outras vozes. Ouvido com a surpresa inicial dos profetas e seguido com a confiança espontânea dos apóstolos, que “deixaram as redes e seguiram Jesus”.
Esta Semana Vocacional destina-se a cada um de nós. A vocação não é uma questão alheia. Não se trata de uma causa neutra. Não é uma realidade ausente. A vocação traz a marca da identidade de cada um de nós.
Que seja uma semana de oração intensificada, de silêncio valorizado, de atenção redobrada, de generosidade efectiva e de coragem assumida para ouvir a voz de Jesus e seguir os Seus caminhos!
Peço aos sacerdotes, nesta semana e a partir daí, um aumentado entusiasmo no testemunho da vocação e na generosidade do ministério. Dos consagrados (as) espero a certeza da oração e o exemplo da alegria de vidas dadas a Deus para o serviço da Igreja e para o bem do Mundo. Convido os seminaristas e todos os chamados a caminharem alavancados na força da fé e ancorados em Deus que «chama porque ama». Nas famílias e nos jovens esperamos encontrar sempre a abertura de coração aos horizontes imensos da missão a que Deus os chama.
Confio à Igreja de Aveiro um permanente louvor ao Senhor pelo testemunho dos chamados e uma constante oração de súplica para que Deus continue a enviar trabalhadores para a sua Messe.
Ordenação de Presbíteros
Temos inscrito, desde início, no frontispício das nossas Igrejas o lema da nossa Missão Jubilar: “Vive esta hora!”.
Este lema entrou no nosso coração e afirma-se na verdade e na alegria do nosso viver como Igreja diocesana. Vamos viver esta hora, com particular e desde há muito esperada alegria, no próximo dia 17, às 16 horas, na Sé de Aveiro. Vamos, desde já, envolver de oração, de afecto e de esperança os diáconos Leonel Abrantes, Nuno Queirós e Vítor Cardoso, que vão ser ordenados presbíteros.
Eles são chamados por Deus para permanecer com Jesus e unidos a Ele. Com eles, somos todos convidados a regressar à fonte do nosso chamamento e daí partir e repartir, com renovado encanto, para a missão. É a «vida em Cristo», graça e sinal indelével do sacramento da Ordem, que garante a eficácia apostólica e a fecundidade da missão.
Ungidos e enviados em hora de Missão Jubilar, os novos sacerdotes sabem que há tanta gente à espera…à espera do Evangelho! Há tanta gente à procura…à procura de Deus!
Convido toda a Diocese a estar, a partir de agora, com estes ordinandos na comunhão do afecto e na certeza da oração; a acompanhá-los na celebração da ordenação; a incentivá-los na coragem e na fidelidade.
“Vive esta hora”, Igreja de Aveiro, como hora de Deus, hora feliz para todos nós, hora de bem-aventurança para o Mundo!
Aveiro, 4 de Novembro de 2013
António Francisco dos Santos, bispo de Aveiro






























quinta-feira, outubro 10, 2013

Obrigado, Sr Bispo! - D. António Marcelino (21 de setembro de 1930–9 de outubro de 2013)


LER A REALIDADE SOCIAL E A PRÓPRIA VIDA
D. antonio marcelino
Desde que o Vaticano II nos empurrou para uma Igreja fora de portas e para uma vida de confrontos, sempre senti a necessidade de ler melhor a realidade e a minha vida. F uma exigência de fidelidade à missão e de atenção ao que em mim se vai passando. É talvez momento para dar razão desta minha preocupação. No próximo fim de semana, se Deus mo permitir, completo 83 anos de vida e 38 de bispo. Há três meses somei, com alegria e gratidão, 58 de padre. Dirá o povo que idades de tal monta, constituem um bonito rol. E eu acho que assim é.
Não escrevo para narrar nostalgias e muito menos para me gloriar com o que vivo,   nem para me penitenciar pelo que não fiz ou fiz menos bem. Estas contas tenho de as acertar noutra instância.
Passaram pela minha vida mudanças sociais e acontecimentos que me foram ensinando a alegrar-me com os estão alegres e a sofrer com os sofredores. Abriu-se-me um mundo de oportunidades que me estimulam e me empurram. Sou emigrante desde criança. Doze anos na minha terra, outros tantos no Seminário, três em Roma, dezoito em Portalegre, pouco mais de cinco em Lisboa e há perto de trinta e três em Aveiro. Nunca me senti contrafeito, nem a mais. Gostei de estar onde estive. Aí regresso com uma alegria serena. Nunca vi que a minha presença fosse incómoda. Não me alvoracei com honras e encargos Nunca me senti triste ou vencido por não ser reconhecido ou pelo que não pude fazer ou as circunstâncias me lo vedaram. Vivo reconciliado com a vida e comigo próprio Sem inimigos. E amigos? Agora, talvez mais amigos do personagem bispo que fui, do que da pessoa do bispo que sou. De ontem ou de hoje os verdadeiros amigos não fazem distinções. São amigos.
Tudo isto vem a que propósito? É um testemunho a que a vida me aconselha. Tenho defeitos e qualidades. Procuro que as limitações me não levem a desistir e as qualidades me capacitassem para agir melhor e seguir em frente. É sempre a vida que comanda. Deus faz nela história connosco e, se deixarmos, faz história de salvação. Tive a graça de viver, como padre novo, o tempo do imediato ante concílio, do concilio e após concílio. Senti ao vivo a urgência de uma Igreja outra e do Povo de Deus como o grande obreiro do Reino; descobri o significado do Colégio Apostólico e da hierarquia como serviço; acordei mais para o dever de reconhecer e promover os leigos cristãos na sua dignidade e missão própria, na Igreja e no mundo; tomei consciência de que a santidade é vocação universal e dever de todos; vi com clareza a condição normal da Igreja peregrina,  evangelizadora e missionária por sua natureza e sempre em caminho de conversão:; agradeci a visão nova da liturgia, a descoberta da Palavra de Deus para os cristãos e as comunidades; vivi a novidade das novas relações da Igreja – Mundo; rejubilei com a abertura ecuménica e com a declaração sobre a Liberdade Religiosa; agradeci a Deus os Papas João XXIII pelo seu gesto corajoso, e Paulo VI pela sua lucidez e coragem…
Tudo isto me foi marcando para um rumo pastoral novo. Percebi cedo que a sorte do Vaticano II estava na mão dos bispos e dos seus colaboradores, clérigos e leigos. Procuro, então, que as minhas opções e da Igreja que sirvo, sejam inspiradas no Vaticano II. Assim desde o dia da ordenação episcopal, até hoje. Ao chegar a Aveiro, já marcado por lutas do PREC, encontrei em D Manuel, de que fui coadjutor, um verdadeiro bispo conciliar. Sempre nos entendemos bem. Falávamos a mesma linguagem e os planos e projetos pastorais não podiam ter senão uma inspiração, conciliar. Depois, dei-me por inteiro à promoção das vocações, à formação dos padres, dos leigos, e dos diáconos e à animação missionária. Procurei atender melhor, com a ajuda dos novos vigários episcopais, os consagrados, a educação cristã, a pastoral social, os movimentos laicais, a família, a pastoral geral e a abertura e diálogo da Igreja diocesana com o mundo. Procuramos, D Manuel e eu, “um só “como ele gostava de dizer,  que as instituições e serviços, então e depois criados, servissem o ideal conciliar: Casa Diocesana, Instituto Superior de Ciências Religiosas (ISCRA), Centro Universitário Fé e Cultura (CUFC), última fase do Stela Maris, recuperação para o património diocesano da antiga “casa do bispo”, agora sede da Cáritas, Carmelo Cristo Redentor, edifício da Cúria Diocesana, Colégio Diocesano de Calvão… De cariz e pedagogia conciliar, realizaram-se, a pedir atenção, o Sínodo Diocesano, o Congresso dos Leigos, os Dias da Igreja Diocesana, o Fundo Diocesano do Clero… Nada disto surgiu por acaso. É obra da comunidade diocesana, sob a orientação de quem a servia. Hoje. o Vaticano II, dada a realidade, clama pela urgência da sua inspiração e aplicação e da fidelidade ao essencial da missão da Igreja.
Aceite em 2006 a minha resignação, então com 76 anos, optei, por razões teológicas e efetivas normais, continuar na Diocese, agora como bispo de Aveiro emérito. Colaboro no Tribunal Diocesano, na formação de leigos e de consagrados, na imprensa diocesana, nas paróquias onde me enviam ou me chamam… Tenho ainda encargos a nível nacional. Não estou a mais, não faço sombra a ninguém. Sou irmão sempre disponível para o bispo diocesano, meu sucessor. Procuro ser memória histórica útil para a Igreja de Aveiro, que avança no tempo.. Para quem souber teologia e respeitar sentimentos, a minha opção é percebida e agradecida. Mia Coito põe na boca de um ancião africano esta palavra clarividente: “O importante não é casa onde moramos, mas onde em nós a casa mora”. A minha casa mora é o meu coração. Ai a guardo, desde o dia 1 de Fevereiro de 1981, um amor incondicional e irreversível. Este amor chama-se Diocese de Aveiro.
Último artigo de D. António Marcelino para o Correio do Vouga, de 18 de setembro de 2013
 
ALGUMAS DATAS BIOGRÁFICAS
1930
21 setembro – Nasce António Baltasar Marcelino, em Lousa, Castelo Branco, filho de Maria Cajado e Manuel Almeida Marcelino.
1942
Entra no Seminário Menor de Gavião. Os anos da Filosofia são feitos no Seminário de Alcains.
1950
No Seminário de Marvão, que funciona como Seminário Maior, fica tuberculoso, pelo que tem de interromper os estudos durante um ano. Tem o apoio decisivo de D. António Ferreira Gomes, de quem recebe as ordens menores.
1955
9 junho – É ordenado presbítero na Catedral de Castelo Branco, por D. Agostinho Moura. Reza Missa Nova no dia 12. Pe. António Marcelino vai para Roma estudar Direito Canónico, sabendo que, ao regressar, o espera o Seminário Maior de Portalegre, inaugurado em Outubro deste ano.
1958
Dá aulas de Direito Canónico, Teologia Moral, Missionologia, Acção Católica e Filosofia, no Seminário Maior de Portalegre.
Nesta época, introduz os Cursos de Cristandade na Diocese de Portalegre, depois de uma viagem a Espanha para estudar o seu funcionamento.
1961
Escrevendo nos jornais “Reconquista” (de Castelo Branco) e “Distrito de Portalegre”, publica neste ano uma série de artigos sobre a reforma agrária que causam grande polémica. Alguns dos seus textos de imprensa são cortados pela Censura.
1962-1965 -II Concílio Vaticano.
Pe. António Marcelino cria uma “comissão pré-concílio”, que recebe, traduz, adapta e divulga os documentos saídos da reunião magna dos bispos do mundo inteiro. Com outros colaboradores, forma uma escola de formação de leigos, com núcleos em Abrantes, Portalegre e Castelo Branco.
1969
Nomeado delegado de D. Agostinho Moura para a formação do Instituto Superior de Teologia e Humanidades, no Porto, onde estudam os seminaristas maiores de dioceses como Portalegre e Castelo Branco, mas também de Aveiro e de Vila Real.
1972-1975
Director do Secretariado Nacional da Pastoral, dependente da Conferência Episcopal Portuguesa.
1975
15 julho – Nomeado Bispo Auxiliar do Patriarca de Lisboa, com o título de Bispo de Cércina.
21 setembro – Ordenado Bispo na Catedral de Portalegre por D. António Ribeiro. Enquanto Bispo Auxiliar em Lisboa é responsável pela zona pastoral do Oeste (Mafra, Caldas, Torres Vedras…)
1975-81
Presidente da Comissão Episcopal das Comunicações Sociais (dois mandatos). Está na origem do programa 70×7.
1980
Participa no Sínodo dos Bispos sobre a Família, em Roma, onde intervém sobre a “família e os meios de comunicação social”:
1980
19 dezembro – É nomeado Coadjutor do Bispo de Aveiro, sem direito a sucessão.
1981
1 fevereiro – Início do ministério episcopal de D. António Marcelino, em Aveiro
1981-87
Preside à Comissão Episcopal da Acção Social e Caritativa (dois mandatos). Neste período são criadas as jornadas de Pastoral Social, para formação dos agentes.
1983
8 setembro – D. António Marcelino passa a ter direito de sucessão.
1987-93
Preside à Comissão Episcopal da Família (dois mandatos), criando as jornadas de Pastoral Familiar.
1988
20 janeiro – Bispo de Aveiro.
Em Maio ordena os primeiros diáconos permanentes da diocese.
Realiza-se o Congresso dos Leigos e D. António anuncia a realização do II Sínodo Diocesano.
1989
Constituição do Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro – ISCRA.
1990-1995
Sínodo Diocesano de Aveiro
1991
Participa no I Sínodo dos Bispos sobre a Europa.
É inaugurado o edifício do Centro Universitário Fé e Cultura, em Aveiro.
1992
Institui o Fundo Diocesano de Compensação do Clero.

1993-99
D. António integra o Conselho Permanente da CEP. É presidente da Comissão Episcopal do Apostolado dos Leigos, criando as jornadas e o Fórum da Acção Católica.
1999-2005
É vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.
1999
Participa no II Sínodo da Europa (por eleição da CEP). As suas intervenções, ao lado do Cardeal Martini, então bispo de Milão, obtêm grande eco na imprensa internacional por ter sugerido que “o estatuto das mulheres na Igreja é uma questão por resolver”.
1999
Preside à visita “ad sacra limina” (visita que os bispos, por países, fazem periodicamente ao Papa), por impossibilidade do presidente da CEP, D. José Policarpo.
2000
O primeiro-ministro António Guterres impõe a D. António a Grã-Cruz da Ordem de Mérito, atribuída pelo presidente Jorge Sampaio. A Câmara Municipal, posteriormente, atribui-lhe a Medalha de Ouro do Município.
2004
Conclusão do Sínodo sobre os Jovens de Aveiro
2005
10 a 12 de junho – Congresso Eucarístico, no encerramento comemoram-se 50 anos do seu Sacerdócio. Em dezembro, é atribuída a D. António a Medalha de Ouro da Universidade de Aveiro.
2006
24 setembro – Anuncia à Diocese o seu sucessor: D. António Francisco dos Santos.
2011
Vogal da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé.
Publica o livro “Pedaços de vida que geram vida”.
2012
Publica o IVº Volume de “A vida também se lê”.
2013
9 outubro – Falecimento no Hospital Infante D. Pedro – Aveiro.

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domingo, janeiro 30, 2011

Nariz. Centro Social Paroquial inaugurado

 


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No sábado, foi inaugurado o Centro Social Paroquial de Nariz, que já está em funcionamento nas actuais instalações desde 2003, com valências infantis mais apoio domiciliário. O pároco e presidente da direcção do centro social exprimiu na ocasião o desejo de avançar com uma clip_image004oferta social para os mais velhos: Lar e Centro de Dia para idosos. Nesse sentido, referiu que existe um terreno, barato, com boas condições para as novas valências, e sugeriu, por isso, que a Câmara Municipal de Aveiro, representada na bênção pelo presidente, Élio Maia, elabore um plano de pormenor e destine a zona a equipamentos sociais, de modo a evitar a especulação imobiliária.
J.P.F.